Frieza de Galvão com Ana Thais pode indicar insegurança com ascensão da mulher

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Frieza de Galvão com Ana Thais pode indicar insegurança com ascensão da mulher

Comportamento do narrador com a comentarista da Copa do Catar gera polêmica na internet e na mídia

Quer deixar um homem incomodado? Coloque uma mulher no mesmo nível de poder que ele.

Generalização à parte, a insegurança masculina diante da ascensão feminina no mundo é inegável.

O macho alpha simplesmente não sabe como agir ao ver o ‘sexo frágil’ ao seu lado, de igual para igual, podendo ofuscá-lo.

A teoria psicanalítica talvez explique o ‘gelo’ de Galvão Bueno em Ana Thais Matos nas transmissões da Seleção na Copa do Catar.

O público reclamou nas redes sociais e a imprensa gerou manchetes a respeito do comportamento do narrador esportivo.

Foi boicote, esnobismo ou hesitação sobre como agir?

Tirado da zona de conforto, Galvão pode ter se sentido inseguro. Tal reação é absolutamente comum, por exemplo, no meio corporativo.

Ao microfone, ele sempre foi simpático com mulheres em posições de atletas, repórteres e comentaristas de outras categorias esportivas

Chegou a hora de ser acolhedor com aquelas que chegaram às cabines de transmissão do futebol, ocupando um espaço antes negado.

Compreensivelmente, os telespectadores esperavam um tratamento especial a Ana Thais pelo ineditismo de sua presença.

Se frustraram ao vê-la sufocada pela recorrente verborragia de Galvão e uma certa impaciência do jornalista.

Ficou evidente a falta de afinidade entre os dois. Já com comentaristas de longa data, como Júnior, o narrador se solta, interage mais, há conexão entre amigos.

Ana Thais tem muito a oferecer à transmissão: conhecimento técnico, coerência, carisma. Com a segurança trazida pelo tempo, vai se impor mais e desafiar os egos gigantescos ao seu redor.

Ela, assim como a também comentarista Formiga e a narradora Renata Silveira, começam a dar um ‘chega pra lá’ na hegemonia masculina na elite do jornalismo esportivo na TV.

Não é necessário colocá-las em uma redoma nem em um pedestal. Basta dar o espaço merecido, tratá-las com igual atenção, aplicar a imprescindível paridade na comparação com os profissionais masculinos.

O futebol sempre foi um ambiente machista, às vezes misógino. A visibilidade a mulheres que falam a mesma linguagem até então dominada pelos homens ajuda a enfraquecer preconceitos.

Aos 72 anos, Galvão Bueno vai entender — voluntariamente ou sob pressão — que está inserido em um momento histórico da televisão e da sociedade.

O melhor a fazer é ser acolhedor, inclusivo e se tornar exemplo de homem dos novos tempos. Ou levará uma bolada nas costas.

Reprodução: Terra

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